quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Inevitavel
Sinto o frio desse lugar, Um frio seco, cortante. Rasga minha pele como mil navalhas, as mesmas que me cortavam de pouco em pouco quando voce nao estava por perto e agora, de fato nao esta. E esse mesmo frio me arrepia como voce costumava fazer, apenas com um toque... e eh inevitavel.
Inevitavel nao construir um futuro baseado naquele passado em que a gente costumava se olhar e se desejar. Mas alem do desejo, alem do beijo, tinha o calor. Calor que eu nao sinto mais, nao por causa do tempo frio que insiste em me envolver. Mas sinto que esse tempo se resume em nos dois, agora. Por que eu nao sinto a ponta dos dedos. Quando te tocar, talvez nao te sinta como antes, talvez como aqui. E por isso eu acho que, quando esse frio passar e quando o vento levar todas as minhas lagrimas de gelo para outro lugar, eu vou perceber que aquilo que a gente tinha era apenas o inverno e passou, assim como todas as estacoes do ano. E entao, pode ter certeza que eu nao vou esperar por mais um descurso do seu coracao. Eu vou e tirar minhas luvas e esperar meu proximo amor de verao.
Inevitavel nao construir um futuro baseado naquele passado em que a gente costumava se olhar e se desejar. Mas alem do desejo, alem do beijo, tinha o calor. Calor que eu nao sinto mais, nao por causa do tempo frio que insiste em me envolver. Mas sinto que esse tempo se resume em nos dois, agora. Por que eu nao sinto a ponta dos dedos. Quando te tocar, talvez nao te sinta como antes, talvez como aqui. E por isso eu acho que, quando esse frio passar e quando o vento levar todas as minhas lagrimas de gelo para outro lugar, eu vou perceber que aquilo que a gente tinha era apenas o inverno e passou, assim como todas as estacoes do ano. E entao, pode ter certeza que eu nao vou esperar por mais um descurso do seu coracao. Eu vou e tirar minhas luvas e esperar meu proximo amor de verao.
Sarava
" Vinha caminhando a pe
Para ver se encontrava a minha cigana de fe.
Ela parou e leu minha mao
E disse-me toda verdade.
Mas eu so queria saber
Onde e que andava minha ciganinha das almas. "
" Deu meia-noite
A lua se escondeu
La na encruzilhada dando a sua gargalhada pomba gira apareceu.
Deu meia-noite
A lua se escondeu
La na encruzilhada dando a sua gargalhada a Mulambo apareceu.
Laroie laroie laroie
E mogiba e mogiba e mogiba
Ela eh Odara quem tem fe em pomba gira e so pedir que ela da. "
Obrigada. Uma rosa vermelha, um incenso, vinho e cidra.
Para ver se encontrava a minha cigana de fe.
Ela parou e leu minha mao
E disse-me toda verdade.
Mas eu so queria saber
Onde e que andava minha ciganinha das almas. "
" Deu meia-noite
A lua se escondeu
La na encruzilhada dando a sua gargalhada pomba gira apareceu.
Deu meia-noite
A lua se escondeu
La na encruzilhada dando a sua gargalhada a Mulambo apareceu.
Laroie laroie laroie
E mogiba e mogiba e mogiba
Ela eh Odara quem tem fe em pomba gira e so pedir que ela da. "
Obrigada. Uma rosa vermelha, um incenso, vinho e cidra.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Caminhando (sozinha)
Passo por passo
Numa rua vazia e sem vida
Sem rumo ou alguma sinalizacao nitida.
Era noite e a sol dormia
Como as nuvens no ceu o meu medo crescia
Ouvia as vozes vindas dos becos escuros
Dos cantos e atras dos muros, que eram muitos.
Andava mais rapido com passos largos.
Minha respiracao ofegnte me entregava as maos de quem qisesse brincar.
Tentava nao pensar no frio
Tentava nao pensar no medo
Mas tudo que minha mente escondia era medo.
Medo do escuro, medo do vazio, medo da solidao ou da morte.
Nao sei ao certo o que passava em volta. Meus olhos escondiam lagrimas
Mas eu nao as deixava cair pois se tocassem o chao
Poderia ser meu ultimo passo.
A paranoia encubria meus movimentos rapidos e cuidadosos
E aquele galho seco do chao
Me fez ter certeza que aquela era minha ultima acao
Minha ultima poesia
Minha ultima cancao.
Numa rua vazia e sem vida
Sem rumo ou alguma sinalizacao nitida.
Era noite e a sol dormia
Como as nuvens no ceu o meu medo crescia
Ouvia as vozes vindas dos becos escuros
Dos cantos e atras dos muros, que eram muitos.
Andava mais rapido com passos largos.
Minha respiracao ofegnte me entregava as maos de quem qisesse brincar.
Tentava nao pensar no frio
Tentava nao pensar no medo
Mas tudo que minha mente escondia era medo.
Medo do escuro, medo do vazio, medo da solidao ou da morte.
Nao sei ao certo o que passava em volta. Meus olhos escondiam lagrimas
Mas eu nao as deixava cair pois se tocassem o chao
Poderia ser meu ultimo passo.
A paranoia encubria meus movimentos rapidos e cuidadosos
E aquele galho seco do chao
Me fez ter certeza que aquela era minha ultima acao
Minha ultima poesia
Minha ultima cancao.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Te devoro
Com os olhos
Com a boca
Com as maos
COm as pernas
Com o corpo inteiro
Com tudo pela metade
Metade de um meio
Meio de metade
De tudo, so.
Te devoro com os dentes
Te mastigo
Mas so pra sair da rotina,
Te cuspo fora.
Com a boca
Com as maos
COm as pernas
Com o corpo inteiro
Com tudo pela metade
Metade de um meio
Meio de metade
De tudo, so.
Te devoro com os dentes
Te mastigo
Mas so pra sair da rotina,
Te cuspo fora.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Poeta sem poesia
eh como um mar sem agua
como um sol sem luz
como um livro sem pagina
um poeta sem poesia
nao vive
nao vive
nao vive
nao e nada
nao e tudo
tudo e nada ao mesmo tempo.
um poeta sem poesia
e um poeta morto
como eu.
nao acho em lugar nenhum...
como um sol sem luz
como um livro sem pagina
um poeta sem poesia
nao vive
nao vive
nao vive
nao e nada
nao e tudo
tudo e nada ao mesmo tempo.
um poeta sem poesia
e um poeta morto
como eu.
nao acho em lugar nenhum...
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