terça-feira, 21 de julho de 2009

Limite imortal

Voce cavou seu buraco.
Eles estao chegando perto de voce, nao tem mais tempo a perder.
Cave seu buraco bem mais fundo e olhe pra baixo, deixe tua cabeca pesada guiar seu fim. Ou então, mastigue o mundo antes que ele mastigue voce.
Fure seus olhos, estoure teus timpanos com o grito da tua propria dor.
Humilhe-se e desrespeite a você mesmo. Abaixe sua cabeça já que acima de você agora não há nada.
O que é que você fez com você mesmo? O mundo pesa nas costas de quem não sabe viver e escorre nas maos de quem nao se da valor.
Você só passou pela vida, tropeçando não só em bares ruas e escadas, como também em frases sujas alucinadas e vazias, cheias de ódio, medo e dor.
Teu respeito apodreceu, tua mente adoeceu e a tua loucura, entre uma e outra dose, se perdeu.
Não tem mais você no chuveiro, não tem mais teu cheiro na casa. Não tem mais em mim desespero, não tem mais no espelho teus traços. Não tem mais você nem aqui nem ali, não tem mais sofrer, não tem mais você.
Agora aqueles olhos grandes e o nariz vermelho, são devorados pelo mais doce fim que você construiu, tomando de pouco em pouco o teu próprio veneno.
Pele gelada e anestesiado pelo teu pecado cheio de prazer, consumido por aquilo que, ate ali, era voce quem consumia, você provou a si mesmo que de nada valia aquilo que te movimentava: o poder de ser imortal.
Declaro enfim o mais forte ódio pelo amor mais puro que eu ja senti. Declaro por fim, teu fim.

6 comentários:

José disse...

bom, dá vontade de gritar

*dani* disse...

Voce escreve muito, canta muito... é demais, gata! Bj dani kessel

DAVID AVIGDOR MADMOUN disse...

caralho! dá vontade de gritar [2]. muito, muito, muito bom!

felippe_spinetti disse...

Sô , eu não sei se pra mim deu exatamente vontade de gritar , mas sei lá , seus textos, quando eu os leio aqui , sempre me causam algo interno que nem sempre eu sei explicar o que...é esquisito !
beeijos do "Corromps"

Bel disse...

intenso...*o*

disse...

Caraca So,
nao sabia que voce ecrevia tao bem sobre a alma humana...
Saudades
Jú Schehtman